O maior desperdício no B2B não é “gastar com anúncio”. É pagar pelo lead e depois deixá-lo morrer em algum lugar entre o formulário, o WhatsApp e uma planilha que ninguém atualiza.
Este checklist é para você montar (ou consertar) um funil de vendas B2B com CRM e Google Ads que não depende de memória, “feeling” ou sorte.
Em vez disso, ele depende de processo, automação e rastreio decente — do clique à venda.
Use como auditoria: marque o que já existe, corrija o que estiver quebrado e priorize o que dá impacto rápido.
Checklist 1) Defina o funil de vendas B2B com CRM e Google Ads (de verdade, não no PowerPoint)
- ICP (Perfil de Cliente Ideal) escrito: setor, porte, região, ticket, ciclo de vendas, “dores” que fazem comprar.
- Oferta clara por etapa: o que você promete no anúncio e o que você entrega no primeiro contato.
- Critérios de desqualificação: quem você NÃO quer (curiosos, estudante, concorrente, orçamento irreal).
- Etapas do pipeline no CRM com nomes objetivos (ex.: Novo Lead → Contato em até 5 min → Qualificado → Reunião → Proposta → Negociação → Fechado/Perdido).
- Definição única de MQL e SQL (ex.: MQL = deixou dados + encaixa no ICP; SQL = aceitou reunião e tem demanda real).
Se o seu time não consegue explicar em 20 segundos onde um lead “vive” e o que acontece depois, você não tem funil. Você tem tráfego pingando em caos.
Checklist 2) Integração CRM e Google Ads no funil B2B: o básico que quase ninguém faz direito
- Conversões configuradas e revisadas: envio de formulário, clique no WhatsApp, ligação, agendamento, “obrigado”.
- UTMs padronizadas em todas as campanhas (sempre):
utm_source,utm_medium,utm_campaign,utm_content,utm_term. - Captura de GCLID (ou equivalente) no formulário/landing page para amarrar lead ao clique do Google Ads.
- Campos obrigatórios no CRM: origem, campanha, termo/palavra-chave (quando possível), página de entrada, data/hora.
- Importação de conversões offline (quando aplicável): lead virou reunião? proposta? venda? Tudo isso pode (e deve) voltar para o Google Ads otimizar.
- Remarketing baseado em estágio do CRM: lista de “MQL”, “SQL”, “Proposta enviada”, “Perdidos por preço”, etc.
Por que isso importa? Porque B2B raramente fecha no primeiro clique. E, quando você integra CRM + Ads, você para de otimizar para “lead barato” e começa a otimizar para lead que vira venda.
Empresas que integram CRM com Google Ads e Meta Ads tendem a ver aumento médio de 37% na taxa de conversão via remarketing personalizado. Não é mágica. É segmentação por intenção real.
Se você ainda está sofrendo com lead sumindo após preencher, vale ler: Por que leads B2B não respondem após o formulário?
Checklist 3) Topo do funil B2B (Google Ads): atraia o lead certo e pare de financiar curioso
Google Ads (Pesquisa) — higiene de campanha
- Estrutura por intenção, não por ego (ex.: “contabilidade para empresa”, “contabilidade para médicos”, “BPO financeiro” — e não “Contabilidade – Campanha 1”).
- Correspondências controladas: evite broad sem estratégia. Use frase/exata onde a intenção é sensível.
- Lista de negativas viva (atualizada semanalmente no começo): grátis, curso, faculdade, emprego, estágio, tabela, modelo, PDF, “o que é”.
- Anúncios com filtro: mencione ticket mínimo, região atendida, segmento preferencial, “somente empresas”, etc.
- Extensões completas: sitelinks, frases de destaque, snippet estruturado, chamada, local (se fizer sentido).
Para cortar cliques inúteis por setor (com exemplos prontos), use estes guias internos:
- Google Ads para Contabilidade: 7 Palavras-Chave e 5 Negativas Essenciais
- Google Ads para Engenharia: 7 Negativas e 5 Ajustes para Evitar Cliques Indesejados
CRM — o que capturar já no primeiro toque
- Formulário com o mínimo inteligente: nome, e-mail corporativo, telefone, empresa, cargo, porte (faixa), demanda (lista curta).
- Validação anti-lead lixo: bloquear e-mails gratuitos (quando fizer sentido), exigir CNPJ (em alguns nichos), captcha.
- Enriquecimento automático (quando possível): site da empresa, segmento, tamanho estimado, localização.
- Criação automática do lead no CRM com tag de origem (Google Ads / campanha / grupo).
Checklist 4) Meio do funil: qualificação rápida, sem “deixa eu ver e te retorno”
SLA de velocidade (o detalhe que muda o jogo)
- SLA documentado: lead novo deve receber primeiro contato em X minutos no horário comercial.
- Distribuição automática (round robin) por vendedor/SDR no CRM.
- Alertas internos: lead entrou? notifica no e-mail/Slack/WhatsApp do time.
- Fila de tentativas: 1ª tentativa (agora), 2ª (em 2h), 3ª (amanhã), 4ª (em 3 dias) com tarefa no CRM.
Roteiro de qualificação (perguntas que evitam reunião inútil)
- Contexto: “O que fez você buscar isso agora?”
- Escopo: “Qual o tamanho do problema (volume, unidade, obra, faturamento, equipe)?”
- Urgência: “Quando precisa resolver?”
- Decisor: “Quem mais participa?”
- Orçamento (do jeito certo): “Você já tem faixa aprovada ou precisa de estimativa para aprovar?”
Se você quer organizar qualificação e provar ROI sem achismo, este artigo complementa bem: CRM para serviços B2B: guia para não perder leads e provar o ROI.
Checklist 5) Automatização e personalização no CRM (onde você ganha tempo e consistência)
- Automação de “primeiro toque”: e-mail/WhatsApp automático confirmando recebimento + próximos passos.
- Sequência por perfil: mensagens diferentes para empresa pequena vs. média; segmento A vs. segmento B.
- Playbooks no CRM: checklist interno por etapa (o vendedor não “inventa” o processo).
- Templates de proposta + campos dinâmicos (nome da empresa, escopo, prazo, investimento).
- Follow-up automático quando proposta é enviada: 1 dia, 3 dias, 7 dias (com tarefas e mensagens prontas).
- Motivos de perda obrigatórios (preço, timing, concorrente, sem fit, sem resposta).
Uma consultoria de tecnologia B2B reduziu o ciclo médio de vendas de 75 para 43 dias e aumentou leads qualificados em 4,2x em 8 meses ao estruturar um funil digital completo. Processo encurta tempo. Improviso alonga.
Quer inspiração de automação aplicada a funil (mesmo sendo outro segmento)? Veja: Como a Automação de Marketing Transforma Leads em Vendas.
Checklist 6) Remarketing que não irrita: baseado em estágio do funil (e não em “visitou o site”)
- Público 1: visitantes de páginas de serviço (sem conversão) → anúncio com prova/autoridade + CTA para diagnóstico.
- Público 2: enviou formulário (MQL) → anúncio reforçando diferenciais + cases + “o que acontece na reunião”.
- Público 3: SQL (reunião marcada) → anúncio com conteúdo de confiança (processo, equipe, certificações).
- Público 4: proposta enviada → anúncio com “quebra de objeção” (prazo, ROI, risco, implantação).
- Público 5: perdido por timing → campanha “voltar para a mesa” em 30/60/90 dias.
- Exclusões obrigatórias: clientes atuais, leads já fechados, funcionários internos.
O pulo do gato aqui é que o CRM vira o “cérebro” do remarketing. O Google Ads vira o megafone. Assim, você tem funil de vendas B2B com CRM e Google Ads rodando como sistema, não como ações soltas.
Checklist 7) Métricas que importam (e as que só distraem)
Google Ads (aquisição)
- CTR e Taxa de Conversão por grupo (para ver aderência entre busca e anúncio).
- Custo por lead (CPL) com meta por segmento.
- Termos de pesquisa revisados com frequência (principalmente em campanhas novas).
CRM (vendas)
- Tempo até o 1º contato (se isso está alto, o funil está vazando).
- % de MQL → SQL (qualidade do lead + qualidade da abordagem).
- % de SQL → Proposta (qualificação e condução).
- % de Proposta → Fechado (oferta, objeções, pricing, confiança).
- Ciclo médio de vendas por origem (Google Ads vs. indicação vs. orgânico).
- Motivos de perda (para ajustar anúncio, landing page, qualificação e oferta).
Se você só mede CPL, você otimiza para “lead barato”. E lead barato no B2B costuma ser sinônimo de “lead sem poder de compra”.
Checklist 8) Exemplo prático: funil para escritório de contabilidade (segmentado e sem perder lead no caminho)
Estrutura recomendada
- Segmentos no CRM: porte (ME/PP, PME, acima), setor (serviços, comércio, indústria), regime/complexidade (simples/lucro presumido/lucro real).
- Campanhas Google Ads por intenção: “contabilidade para empresa”, “trocar de contador”, “BPO financeiro”, “abertura de empresa” (com filtro).
- Landing page por segmento (quando possível) com prova social e um CTA: diagnóstico/reunião.
Automação que dá resultado
- Ao virar MQL: e-mail automático com “como funciona o atendimento + documentos básicos” (reduz atrito).
- Ao virar SQL: tarefa automática para confirmar decisor + prazo de troca.
- Proposta enviada: sequência de follow-up com conteúdo de confiança (processo de transição, compliance, prazos).
Para ajustar palavras-chave e evitar curiosos em contabilidade, você pode cruzar com: 7 palavras-chave que atraem curiosos no Google Ads para contabilidade (e como filtrá-las).
Checklist 9) Exemplo prático: funil para empresa de engenharia (ciclo longo e decisão em grupo)
Estrutura recomendada
- Campos no CRM: tipo de projeto (estrutural, civil, elétrica, etc.), cidade/estado, prazo, etapa (estudo, orçamento, execução), responsável técnico vs. comprador.
- Google Ads com campanhas separadas por serviço + região + qualificação no anúncio (evita “cotação grátis”).
- Remarketing forte para quem visitou “serviços” e “cases”, com anúncios de autoridade (portfólio, certificações, metodologia).
Automação que reduz o “sumiço”
- Após lead: envio automático pedindo 3 informações que definem orçamento (área, local, tipo de obra/projeto) + link para agendar call.
- Após reunião: registro obrigatório de riscos e próximos passos (documentação, visita técnica, premissas).
- Após proposta: follow-up automatizado com lembrete de prazo e reforço de escopo (evita disputa por preço puro).
Se seu tráfego em engenharia está cheio de termo ruim, este conteúdo é praticamente obrigatório: 7 palavras-chave no Google Ads que atraem curiosos na engenharia (e como substituí-las).
Checklist 10) Auditoria final: onde os funis B2B mais vazam
- Lead sem dono no CRM (ninguém atribuído = ninguém responde).
- Sem SLA (cada vendedor responde quando dá).
- Sem motivo de perda (você nunca aprende por que não fecha).
- Campanha otimizada para conversão errada (ex.: clique no botão, mas não reunião qualificada).
- Remarketing genérico (todo mundo vê o mesmo anúncio, independentemente do estágio).
- Sem importação de conversões offline (Google Ads otimiza no escuro).
O que fazer depois de completar o checklist
O que fazer primeiro? Se você só puder mexer em uma coisa agora, ataque o gargalo que mais gera perda rápida: velocidade de resposta + qualificação + limpeza de termos/negativas.
- Escolha 1 gargalo para atacar primeiro (geralmente: tempo de resposta + qualificação + negativas).
- Padronize o pipeline no CRM e obrigue o time a registrar etapa e próximo passo.
- Revisite a conta do Google Ads com foco em intenção e termos de pesquisa (limpeza pesada).
- Crie 3 listas de remarketing por estágio (mínimo viável) e rode por 30 dias.
- Faça uma revisão quinzenal de métricas cruzando Ads (aquisição) + CRM (vendas).
Se, no meio disso, você descobrir que o problema é a página que não converte, resolva antes de escalar mídia: Por que minha landing page não gera leads?
Como a Agência BK7 pode ajudar
A Agência BK7 monta o funil de vendas B2B com CRM e Google Ads como um sistema integrado: campanha, landing page, rastreio, CRM, automações, qualificação e otimização por métricas de venda (não só por clique).
- Gestão de Google Ads com foco em lead qualificado e termos de pesquisa (não vaidade).
- Consultoria e implementação de CRM com pipeline, SLA, playbooks e automações.
- Landing pages pensadas para filtrar curioso e aumentar taxa de reunião.
Se você quer um plano completo (mídia + CRM + automação), veja os serviços: serviços da Agência BK7.
Se prefere ir direto ao ponto e receber um diagnóstico com recomendações, peça um orçamento: solicitar orçamento.
Conclusão + CTA
O seu funil não quebra no Google Ads. Ele quebra depois: na demora, na falta de critério, no CRM mal configurado e no remarketing feito para “todo mundo”.
Quando você trata aquisição, qualificação, CRM e mídia como um sistema, o lead para de “sumir”. Ele só estava sendo abandonado.
Seu concorrente já aplicou isso. E você? Se quiser montar um funil de vendas B2B com CRM e Google Ads que rastreia, qualifica e vende de forma previsível, fale com a BK7 e vamos colocar esse processo para rodar.
Perguntas Frequentes
Por que é importante integrar CRM e Google Ads no funil de vendas B2B?
Integrar CRM e Google Ads centraliza dados dos leads e otimiza estratégias, aumentando a eficiência e as taxas de conversão do funil B2B.
Quais são as principais etapas de um funil de vendas B2B?
O funil B2B compreende geração de leads, qualificação, proposta, negociação e fechamento, estruturando a jornada do cliente para melhores resultados.
Como o CRM auxilia na automatização do funil de vendas?
O CRM automatiza tarefas-chave do funil: envio de e-mails, atribuição de leads e acompanhamento das interações, aumentando a eficiência e reduzindo falhas operacionais.
De que forma o Google Ads pode ser utilizado em cada etapa do funil de vendas?
O Google Ads atua em todas as fases do funil:
- No topo, atrai novos leads com anúncios amplos;
- No meio, nutre e educa com campanhas segmentadas;
- No fundo, promove conversões via remarketing e ofertas diretas.
Quais métricas são essenciais para monitorar o desempenho do funil de vendas?
As métricas essenciais incluem taxa de conversão por etapa, custo por lead, tempo médio de conversão e retorno sobre investimento (ROI) das campanhas.



